29.11.06




A maneira como você encara a vida é que faz toda a diferença.

BISCOITO FINO – Hoje à tarde Leda Nagle ofereceu biscoitos finos ao público do seu programa na TVE, ao apresentar uma entrevista de duas horas com a cantora Maria Bethânia, com a participação de Renata Sorrah, Bibi Ferreira, Miúcha, Kati de Almeida Braga e Haroldo Costa. Foram as duas horas mais geniais da TV brasileira no ano de 2006. A grande dama da MPB deu um show de inteligência e bom humor para o público do Sem Censura. Seus diálogos com Bibi Ferreira sobre palco, teatro e arte foram excepcionais. Suas histórias de vida sempre narradas com sabedoria e bom humor.

Dei gargalhada quando Bethânia contou a história da menina de Santo Amaro da Purificação que sempre desmaiava na hora da missa. E Bethânia, criança, achava aquilo lindo. E sonhava um dia ser aquele personagem. Outro momento muito engraçado foi quando ela contou do choque elétrico que levou ao entrar no palco, durante um show em Cuba. Tudo por causa da sua mania de entrar descalça em cena. Com o susto que levou ela quase se joga do palco. Ao ver aquilo Gilberto Gil alertou as pessoas: Bethânia levou um choque. Mas Chico Buarque não acreditou e achou que era apenas uma entrada teatral da cantora.

Suas opiniões sobre arte, suas conversas com Miúcha, suas observações sobre o Brasil de ontem e de hoje. Tudo foi muito informativo e esclarecedor. Não é só quando canta que Bethânia tem o que dizer ao público. Quando fala a artista emite opiniões lúcidas e inteligentes. Além disso, não é sempre que ela se abre e se mostra da forma como se mostrou nesse programa. Ela é amicíssima da Leda Nagle, por isso concedeu tão especial entrevista. Aliás, só a poderosa Leda Nagle para conseguir reunir Bethânia e Renata Sorrah no mesmo programa.

Renata quase não falou. Ficou quietinha, ouvindo sua amiga falar, demonstrando muita admiração e afeto. Ela sabia que não precisava falar muito, que bastava estar ali, ao lado dela. Num dado momento ao contar sobre as coisas que gostava de fazer quando não estava cantando, seus trabalhos artesanais, sua paixão pela cozinha, Bethânia murmurou: “A filha da Renata adora minha feijoada”. Fofas!






SAMBA, SUOR E CERVEJA – A Zona Sul ferve nas noites de domingo com o pagode do Pátio Lounge, no Jóckey. Os músicos são ótimos. Um grupo de sambistas com uma boa cozinha e um cuidado especial na amplificação do som. Eu diria que os sambistas Anderson e Andrezinho conseguiram eletrificar o samba, resultando daí um batuque muito gostoso que anda fazendo a festa da multidão que têm lotado o antigo El Turfe. O espírito do samba ronda pelo Jóckey nas noites de domingo. Cabrochas belíssimas, meninas douradas pelas praias, exercitam o gingado no salão fazendo com que o molejo de seus corpos ditem o ritmo da música. Ao mesmo tempo os muchachos mais salerosos da cidade se deixam dominar pelo ritmo do samba dançando com graça e suingue. Ali acontece algo impressionante. Quando o sujeito entra na boate parece que entrou no meio de um imenso espetáculo musical. Como se todo mundo ali estivesse em plena Marquês de Sapucaí, fantasiado de cores e sensualidade, distribuindo beijos, sorrisos, calor e energia. O verão chegou...






O LIVRO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM – Um sucesso a noite de autógrafos do livro A senhora das velas de Walcyr Carrasco. A livraria da Travessa ficou lotada de artistas, jornalistas, fotógrafos, curiosos, fãs e aqueles chatos do Pânico na TV sendo desagradáveis com as pessoas. Tinha um monte de gente legal: Roberto Talma, Jorge Fernando, Maitê Proença, Patrícia França, Dusek, Rubens Araújo, Déo Garcez, Carla Daniel, Mauro Mendonça, Rosamaria Murtinho...

No início desse ano eu participei de uma Oficina de Teledramaturgia com vários novelistas: Lauro César Muniz, Marcílio Moraes, Tiago Santiago, Carlos Lombardi, Glória Perez e Walcyr Carrasco. Foram ótimos os debates, as discussões, as palestras. Cada um falou de sua experiência e de suas técnicas para desenvolver novelas. Era o top da televisão brasileira trocando idéias e revisando conceitos. Enquanto estavam sendo exibidos os últimos capítulos da novela Alma Gêmea Walcyr aplicou excelentes exercícios de teledramaturgia para a equipe. Depois fez comentários pertinentes sobre a forma como cada grupo tinha desenvolvido seu projeto de novela. Ele é um sujeito inteligente e tem grande facilidade de transmitir seus conhecimentos. Ao mesmo tempo é um cara extremamente venenoso. É como se fosse uma serpente que precisa se alimentar do seu próprio veneno. Durante as palestras que dava na Oficina eu podia perceber o veneno escorrendo em golfadas pelo canto de sua boca.

O Gilberto Braga, que estava no lançamento, gosta muito dele. Certa vez o Gilberto deu um jantar no seu elegante apartamento no Arpoador e convidou alguns autores, entre eles o Walcyr. Na reunião o autor de Alma Gêmea falou o tempo inteiro e manipulou as atenções com suas opiniões definitivas sobre todos e tudo. De repente a sala de Gilberto se transformou num palco onde Walcyr dava um pocket show de erudição televisiva. Quando ele foi embora Gilberto virou-se para o seu companheiro e bradou: Edgar, você pode tirar inseticida da nossa lista de supermercado, pois a quantidade de veneno que o Walcyr Carrasco destilou aqui em casa valeu por uma dedetização. Pano rápido.


28.11.06




Ontem é passado. Amanhã é futuro. Hoje é uma dádiva, por isso chama-se presente.

26.11.06

Os amantes sem dinheiro

Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.

Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.

Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.




Surdo, subterrâneo rio

Surdo, subterrâneo rio de palavras
me corre lento pelo corpo todo;
amor sem margens onde a lua rompe
e nimba de luar o próprio lodo.

Correr do tempo ou só rumor do frio
onde o amor se perde e a razão de amar
surdo, subterrâneo, impiedoso rio,
para onde vais, sem eu poder ficar?




Na orla do mar

Na orla do mar,
no rumor do vento,
onde esteve a linha
pura do teu rosto
ou só pensamento
- e mora, secreto,
intenso, solar,
todo o meu desejo -
aí vou colher
a rosa e a palma.
Onde a pedra é flor,
onde o corpo é alma.


(Poemas de Eugênio de Andrade)

DELEGATA - A delegada Monique Vidal deu uma folga na caça aos bandidos do Rio para comemorar o aniversário de um ano de Gustavo, seu filho com o campeão de Vale Tudo Gustavo Ximú. Como é Maria-tatame de carteirinha, Monique quis que o tema da festa fosse Artes marciais. Sendo assim, a casa de festas Espaço Encantado, na Barra, foi decorada como um ringue de lutas, com o pessoal da recreação vestido com quimonos. Um boneco gigante caracterizado como um lutador de boxe tailandês fez a alegria da petizada que ficava dando socos no boneco, enquanto devorava todas aquelas guloseimas de festas infantis. Alguns dos nossos maiores lutadores estavam presentes: Renato Babalu, com Maria Fernanda, a filha de 2 anos, Marcio Pé de Pano, Ebenezer Braga, Paulão Filho e toda a equipe da Gracie Barra. Também foram cantar parabéns para Gustavo Vidal o sub-prefeito Mario Fillipo, o promotor Marcio Mothé, Bárbara Secco, irmã da Débora, mais uma penca de delegados e agentes da polícia civil, amigos da mãe do aniversariante...




JUNGLE FIGHT - Deu na revista Tatame: O Jungle Fight, o campeonato de lutas do Amazonas conquista a Europa. A próxima edição do torneio será na Eslovênia, dia 17 de dezembro, no Dvorana Tivoli Arena, um estádio com capacidade para seis mil pessoas. Já está confirmada a participação do lutador brasileiro Ronaldo Jacaré e o torneio será transmitido ao vivo pelo sistema pay-per-view.



NOTA SOCIAL - Daniel Senise, um dos nossos mais importantes artistas plásticos, reuniu amigos em seu cinematográfico apartamento no Arpoador, para comemorar aniversário. O bom gosto da decoração fez com que todos se sentissem dentro de uma obra de arte. O jantar divino, precedido por uma dezena de entradas saborosas, foi produção da Osteria dell'Angolo. Daniel recebeu ao lado da namorada Bianca Byington, que estava tão bonita que parecia uma figura da Renascença. Estavam lá desde a colecionadora de arte Kati de Almeida Braga, até donas de galerias como Silvia Cintra e Mercedes Viegas, passando pelo cineasta Murilo Sales, o psicanalista Paulo Próspero, o pintor Marcos Chaves e todo o elenco do Casseta e Planeta.



PÉ NA JACA - Champanhe, champanhe, champanhe... Foi assim, erguendo uma flute, que o dramaturgo e diretor de teatro mineiro Sebastião Maciel comemorou sua mudança para o Rio de Janeiro. Tião, uma grande figura, está trabalhando na novela Pé na Jaca, como colaborador do autor Carlos Lombardi. Ao lado da namorada Roberta, no restaurante Mio, na Farme de Amoedo, ele fez um brinde e repetiu o bordão deste blog: Champanhe, champanhe, champanhe...

Aproveitando um lindo dia de sol Tião resolveu ir à praia. Coisa que não fazia há dez anos. Imaginem só: dez anos sem ir à praia. Quase que ele frita...



O NEGÓCIO DA POBREZA - Na tarde de quarta-feira, horas antes de um assaltante atirar em Ana Giannini, um salva-vidas do Posto Nove me dizia que queria ir embora do Rio. Mudar de cidade. A cidade está muito violenta e suja, me dizia Rafael, com tristeza na voz, olhando as ondas quebrando no mar. A tarde estava linda. E nada na paisagem denunciava a guerra civil que acontece no Rio. Naquele dia um grupo de assaltantes já tinha invadido um prédio na Viera Souto. E, na noite anterior, um tiroteio com direito a artilharia pesada e explosões de granadas havia tirado o sono dos moradores de Ipanema.

Tudo isso que está acontecendo é conseqüência da democracia que se instalou no Brasil com o fim da ditadura militar. Alguns países, como a Espanha, por exemplo, souberam sair da ditadura para a democracia sem maiores traumas. O Brasil não. O Brasil saiu da ditadura militar e caiu na ditadura dos partidos políticos. E é essa ditadura dos partidos que fomenta a guerra civil que assola o Rio de Janeiro.

Todos os partidos políticos que surgiram no Brasil com o advento da democracia, alguns deles fundados por líderes de esquerda, elegeram a pobreza como matéria prima de trabalho. Todos têm como desculpa para sua existência trabalhar para melhorar a vida dos pobres no Brasil. Então, como são muitos partidos, muitas ONGs, é preciso que haja muitos pobres. Então todos investem na pobreza. É preciso que haja uma quantidade cada vez maior de pobres para que os partidos e as ONGs possam manipular o dinheiro público com a desculpa de que estão fazendo algo pelos pobres do Brasil.

O fato é que o Brasil transformou a pobreza num grande negócio. Um negócio rentável e perverso. Muito mais perverso do que o comércio de drogas ilegais, popularmente conhecido como tráfico. Estamos num beco sem saída. Qual o interesse que o Presidente Lula tem em acabar com a pobreza do Brasil se ele foi eleito graças aos pobres? Para Lula quanto mais pobres melhor. Ele quer que o Brasil inteiro seja uma enorme favela. Esse mesmo raciocínio vale para a grande maioria dos políticos brasileiros. E também para as ONGs que usam a desculpa da pobreza para tungar o dinheiro público. E essa falsa opção dos políticos pela pobreza criou uma guerra civil disfarçada dentro da sociedade brasileira.

19.11.06




Nunca a alma humana surge tão forte e nobre como quando renuncia à vingança e ousa perdoar uma ofensa.

O LIVRO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM – O que mais impressiona no novo livro de contos do Rubem Fonseca é o frescor do texto. O escritor esbanja juventude com o seu perfeito domínio do uso das palavras. O modo como narra suas histórias, todas batizadas com nomes de mulheres, transformam seu livro numa comovente apologia ao desejo heterossexual. É que, para homenagear as mulheres, Rubem Fonseca produziu um texto que transborda virilidade. Inteligente, profundo, denso, lírico. Ela & outras mulheres é um livro para se ler de joelhos, agradecendo a Deus por premiar a língua portuguesa com um escritor tão magnífico.

Alice é o nome de mulher que batiza o primeiro conto. É a história de um menino de quatorze anos, gago e que é um péssimo aluno de português. Os pais estão preocupados com as dificuldades do filho quando uma professora da escola se propõe a dar aulas particulares para o adolescente. Em pouco tempo o rapaz pára de gaguejar e começa a ler Machado de Assis com entusiasmo. Os pais ficam impressionados com o milagre promovido pelas aulas particulares de dona Alice. Um belo dia o pai do menino é procurado por um delegado da infância e da adolescência que acusa a professora de estar abusando sexualmente do garoto. Longe de ficar indignado, o pai dá um jeito de se livrar do delegado e ainda permite que o garoto continue com suas aulas particulares como se nada tivesse acontecido. São contundentes, tanto a narrativa, quanto a ideologia da história.

Com clima de film-noir um outro conto relata o encontro casual de Diana, uma granfina ninfomaníaca, com um homem misterioso. Desse pequeno encontro Fonseca constrói uma das narrativas mais eróticas da literatura brasileira. Aliás, o livro pulsa erotismo. Transborda sensualidade. Mesmo quando descreve uma cena de suspense, existe toda uma sensualidade na situação, no cenário ou na emoção dos personagens. O bacana no livro é que o leitor tem a nítida sensação de que Rubem escreveu aquelas histórias de pau duro. E não é pau duro apenas pelas mulheres, as grandes homenageadas. É pau duro pela literatura. Pelo prazer da narrativa. Pelo gozo de saber contar uma história. Eu não estaria exagerando se dissesse que se alguém torcer o livro, vai escorrer porra de suas páginas. Mas é uma porra abençoada. Ejaculada apenas para lisonjear os leitores.



O LIVRO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM - Chovia na cidade, mas foi em clima de festa a noite de autógrafos de Patrycia Travassos que lançou seu livro Monstra, na Argumento do Leblon. Uma penca de fãs e amigos enfrentaram a chuva e foram prestigiar a atriz e escritora. Leilane Neubarth foi a primeira a chegar. Ela estava gostosíssima com uma calça comprida justa e uma sensual blusa de malha. A roupa branca valorizava o tom bronzeado de sua pele e, ao mesmo tempo, realçava a beleza dos seus olhos. “Adoro a Patrycia. Sou fã de tudo o que ela faz”, disse Leilane para os repórteres. Na fila de autógrafos Cao Albuquerque, Luiz Carlos Góes, Sonia Thomé, José Lavigne, Falcão, João Barone, Kátia B...

Regina Casé tentava ser elegante usando um conjuntinho listrado, blusa e calça comprida Prada e uma gigantesca bolsa Louis Vuitton de flanela. “Ela é rica”, comentou o jornalista Júnior de Paula enquanto os fotógrafos disparavam seus flashes em direção à artista. Já Perfeito Fortuna ficou irritado porque ninguém quis fotografá-lo: Noite de autógrafos e´um saco. Tem que comprar livro, ficar em fila... Kátia Bronstein, a cantora Kátia B, estava linda, ao lado do marido João Barone: Acho a Patrycia Travassos uma das mulheres mais inteligente do Brasil.

Quando Jorge Fernando chegou foi logo gritando para os fotógrafos: Cheguei! Todos os cliques se voltaram para ele que fez poses engraçadas provocando risos. Eu amo a Patrycia, ela é uma excelente colega de trabalho. Foi só por causa dela que me dei ao trabalho de vestir uma calça comprida, disse o diretor, que só anda de bermuda. Depois chegou o Falcão, o vocalista do Rappa. Carolina Dieckman entrou na livraria, com uma capa de chuva Dolce & Gabbana e os cabelos loiros num rabo de cavalo. Ao vê-la Luiz Carlos Góes exclamou: Ai que medo! Eu sempre acho que essas atrizes que interpretam vilãs nas telenovelas incorporam as personagens. Mas, para desapontamento de Góes, ela não incorporou nem um pouco a Leona. Carolina estava só doçura. Falou com todo mundo. Atendeu com carinho os fãs que pediram fotos e autógrafos. Foi gentil com o garçom que lhe ofereceu uma coca. E deu muitos beijos na Patrycia...


3.11.06




Os milagres não acontecem em contradição com a natureza, mas só em contradição com o que sabemos da natureza.

NOITE CARIOCA – Foi um barato a festa de lançamento do livro Ao som do mar e a luz do céu profundo, de Nelson Motta. O bar do Hotel Sofitel, no posto seis, debruçado sobre a praia de Copacabana foi o cenário perfeito para a noite de autógrafos, já que a história do livro fala de uma Copacabana idílica e romântica. E a imagem que se via da ampla varanda do bar era uma cena de cinema: a Avenida Atlântica iluminada, a extensa faixa de areia, e o mar refletindo a luz da lua. Foi na varanda do bar que Katy Pinto, fumando um charuto cubano, elogiou o show de Caetano Veloso no Tim Festival. Ela disse que o som do irmão de Betânia está cada vez mais moderno e jovial. Parece que a separação da Paula fez um bem enorme ao rapaz...

Aliás, o Tim Festival foi o principal assunto das rodas de conversa. Graça Motta, a irresistível Baby Grace, disse que adorou o clima Woodstock do concerto da Patti Smith. Assisti ao show bem na frente, aos pés dela. Já o querido Marcos Ramos, o fotógrafo da coluna Gente Boa, contava que tinha trabalhando muito no Tim, fazendo fotos para a coluna, e que os shows acabavam muito tarde e ele sempre chegava em casa pela manhã.

Muita gente bacana foi pedir autógrafo ao Nelson Motta. Tinha desde o príncipe do cinema brasileiro Walter Salles, até o cineasta que desistiu de fazer filmes Arnaldo Jabor, passando por Marina Lima, Antônio Carlos Miguel, Euclydes Marinho, Mariana Ochs, Bi Ribeiro e Herbert Viana. E o estilista Napoleão Fonyat que contava animado sobre os novos rumos da Sandpiper, grife que abre sete novas lojas nos próximos meses.

Joana Motta, a filha mais velha do Nelsinho, mostrava aos amigos a barriga de quatro meses do seu terceiro filho, enquanto os dois primeiros ficavam zoando ao lado do avô enquanto este autografava os livros. Dr. Nelson Motta, o patriarca da família, a quem o livro é dedicado, também estava lá com dona Cecília. Nina Morena, Maria Cecília, Pedro Motta com a queridíssima Patrícia Andrade e Bobby.

Ao Som do Mar e à Luz do Céu Profundo marca o primeiro lançamento de um autor brasileiro pelo selo Suma de Letras, da editora Objetiva, dedicado à ficção de entretenimento. No efervescente Rio de Janeiro de 1960, a chegada de uma garota americana louca por futebol, carnaval e lança-perfume muda a vida do pacato Bairro Peixoto, pequena cidade encravada em Copacabana. O autor, que morou no bairro no início da década de 50, afirma que as recordações serviram de base para recriar o cenário onde vivem os personagens do romance. É para esse recanto de Copacabana que se muda a família do coronel Kleber Ferreira, para realizar o sonho da mulher, Dona Eva. Muito bonita mesmo na casa dos 40 anos, ela abre uma loja de doces na Galeria Menescal, ponto de encontro e passagem entre as duas principais avenidas do bairro, e se apaixona por um delegado bonitão e cafajeste.







A ARTE DA GUERRA - O mais antigo, e também mais respeitado tratado sobre a guerra já escrito, chega ao Brasil na versão mais fiel já publicada. A editora Conrad está lançando a edição bilíngüe de A Arte da Guerra, traduzida do original chinês. Sunzi Bingfa, ou Método Militar de Sunzi, foi escrito no século VI a.C. pelo general Sun Zi, conhecido no ocidente como Sun Tzu, que comandou as tropas do príncipe He Lü no Estado Wu. Com o tempo, seus treze preceitos básicos foram espalhados pelo oriente, e se tornaram o manual de guerra padrão de qualquer general chinês que quisesse ser bem sucedido.


O ocidente começou a conhecer esse tratado milenar em 1772, quando o missionário jesuíta Jean Joseph-Marie Amit publicou em Paris L’Art Militaire dês Chinois. Ao longo do século XX, surgiram diversas versões para A Arte da Guerra, todas extensivamente comentadas e interpretadas. No Brasil, a maioria das versões da obra vieram de textos em inglês.


A Arte da Guerra teve ampla visibilidade no ocidente a partir dos anos 80, quando executivos de grandes empresas começaram a utilizar a obra como um manual para vencer suas batalhas nos negócios. No filme Wall Street, de Oliver Stone, o livro é amplamente citado por Gordon Gekko, o ambicioso investidor da Bolsa de Valores interpretado por Michael Douglas.


Escrito a mais de dois milênios, A Arte da Guerra continua assustadoramente atual. Contendo preceitos como o de que a guerra é a doutrina do engodo e que nela exalta-se a rapidez, não se exalta a demora, o livro de Sun Zi é essencial àqueles que preparam-se para qualquer tipo de desafio, do esporte ao mundo executivo. Além do caráter estratégico, esta tradução direta do mandarim evidencia a prosa límpida, suave e direta de Sun Zi, o que transforma o livro em um clássico da literatura universal. Num mundo onde o mandarim é a língua requerida para o sucesso, A Arte da Guerra em edição bilíngüe é uma porta de entrada para a compreensão do estilo e da lógica intrincada do chinês.

Madonna vem aí...

 

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