25.5.17














50 ANOS DE SUCESSOS - O astro do rock e da música pop ELTON JOHN e seu parceiro BERNIE TAUPIN foram destaques no Festival de Cannes 2017, ao lado de astros e  personalidades do cinema como Clint Eastwood, Nicole Kidman, Catherine Deneuve, Pedro Almodóvar, Colin Farrel, Gael Garcia Bernal, e muitos outros. O aniversário de Bernard John (Bernie) Taupin, que completou 66 anos no dia 22 de maio, foi apenas umas das razões para a presença da dupla no badalado festival da Riviera Francesa. Elton e Bernie foram ao Festival comemorar em grande estilo os 50 anos de uma bem sucedida parceria. E para comemorar o meio século de carreira artística eles resolveram lançar três videoclipes inéditos de canções que são clássicos do repertório da dupla: Bennie And The Jets, Tiny Dancer e Rocket Man. Essas músicas nunca tiveram clipes oficiais, criados especialmente para elas. Então Elton e Bernie, em parceria com o You Tube, fizeram um concurso público para que fãs e admiradores pudessem criar vídeos originais para essas canções. Uma comissão julgadora que incluiu o cineasta Barry Jenkins (diretor de Moonlight) e Jeffrey Katzenberg (CEO da produtora Dreamworks) escolheram os três melhores clipes, que foram lançados em grande estilo no Festival de Cannes.

Vejam a seguir os videos escolhidos.
















22.5.17













O MUNDO DA TV – Quais as atrações mais marcantes da história da televisão brasileira? Com uma TV tão criativa como a nossa essa é uma pergunta difícil de responder.  Mas a jornalista Patrícia Kogut, a mais famosa colunista de TV do Brasil aceitou o desafio de fazer uma lista com as atrações mais marcantes da TV, desde que ela foi fundada em 1950. O resultado é o livro 101 Atrações de TV que sintonizaram o Brasil. O livro traça um painel interessante sobre a história da nossa TV, destaca programas marcantes e personalidades que deixaram sua assinatura na construção de umas das TV´s mais criativas do mundo. De modo algum o livro tem a pretensão de ser uma obra definitiva sobre a televisão brasileira. Pelo contrário. É  basicamente um almanaque e tem o toque do gosto pessoal da colunista. O livro é muito bem editado, tem lindas fotos e um texto charmoso e inteligente.

A noite de autógrafos na Livraria da Travessa foi divertida e alto astral. A Patrícia Kogut é uma pessoa querida no meio jornalismo e no mundo da TV, então as pessoas que estavam na fila de autógrafos estavam ali por gostar dela. Tinha desde antigas companheiras de trabalho, como as jornalistas Renata Reis e Patrícia Andrade, até o todo poderoso diretor artístico da Globo Carlos Schroder, para quem Kogut fez uma dedicatória que preencheu duas páginas do livro. Que tal? Também estavam lá Miguel Falabella, Grazi Massafera, George Moura, Cissa Guimarães, Arlete Sales, Marcelo Serrado, João Emanuel Carneiro, Liliam Cabral, Lu Lacerda, Vera Bocayuva, Vera Donato, Milton Cunha, Maurício Branco, Perfeito Fortuna, Fernanda Torres, Regina Case, Luiz Fernando Guimarães, Cora Ronai, Leona Cavalli e mais um monte de gente bacana.












O QUE FALTOU NO LIVRO DA KOGUT? -  Tem muita coisa fundamental na lista da Kogut. Não dava para não citar novelas como Selva de Pedra e Irmãos Coragem, nem atrações como Armação Ilimitada e Os Normais. Cada um citado como um item, um capítulo dentre os 101. Ela também cita personalidades da TV como Boni, Walter Clark, Chacrinha, Flavio Cavalcanti, Lima Duarte, Janete Clair, Dias Gomes, Walter Avancini e Glória Magadan. O livro também dedica itens a atores como Tarcísio Meira, Glória Meneses, Regina Duarte, Fernanda Montenegro, Suzana Viera, Betty Faria. E um mais do que merecido capítulo dedicado a Dina Sfat, ilustrado com uma linda foto.

Mas o livro, que tem a pretensão de fazer um apanhado da história da TV brasileira, se concentra excessivamente na produção da Rede Globo. É como se tudo tivesse começado com a Globo. Como se antes da Globo a TV brasileira não fosse tão mágica e divertida. E não foi bem assim. Por exemplo: quando traça o perfil dos atores Francisco Cuoco, Tarcísio Meira, Glória Menezes e Regina Duarte, Kogut os trata como se eles tivessem estourado a partir da Globo. Não foi exatamente isso que aconteceu. Regina Duarte já era, sim, a namoradinha do Brasil na época em que fazia novelas na TV Excelsior, de São Paulo. Ali ela fez nove novelas de Ivani Ribeiro, entre elas As minas de prata, Os fantoches, O terceiro pecado e Legião dos esquecidos, onde fez par romântico com Francisco Cuoco, quatro anos antes do casal fazer Selva de pedra, na Globo.  Tarcisio e Glória também já formavam uma dupla de sucesso na Exclesior, antes de estrearem na Globo. Assim como Francisco Cuoco que fez novelas importantes como Os quatro filhos, Almas de pedra e Redenção. Mesmo Dina Sfat, já tinha feito novelas na Excelsior quando estreou na Globo.

Ao mesmo tempo em que destaca esses atores que já vieram para a Globo como astros, Kogut esqueceu de destacar aquela que foi a primeira grande atriz de novelas contratada e formada pela Globo. A inesquecível Marília Pêra. Muito antes de Tarcísio, Glória, Regina, Dina, Suzana e Betty estrearem na Globo, Marília Pêra já era uma estrela da casa. Ela fez a primeira novela produzida pela Globo, Rosinha do sobrado, e ali construiu uma carreira marcante. O livro da Kogut só fala da Marília Pêra quando publica uma foto dela no perfil de Paulo Gracindo, quando juntos fizeram a novela Bandeira Dois.  Além de ter feitos novelas de destaque na emissora, como O cafona e Uma rosa com amor, Marília Pêra brilhou no programa Viva Marília, onde cantava, dançava, encenava esquetes teatrais e divertia o público com seu talento em várias plataformas. Acho que Marília Pêra não teve o devido reconhecimento no livro da Kogut.

No seu livro a minha querida e adorada Kogut também foi injusta com o grande autor de novelas Bráulio Pedroso. Ela dedica um capítulo inteiro ao João Emanoel Carneiro, a quem chama de Capitão gancho, por causa da sua capacidade de criar ganchos em suas novelas. Mas, nem que viva mil anos, João Emanuel um dia chegará aos pés do grande Bráulio Pedroso. Ao citar Beto Rockfeller, que revolucionou a televisão brasileira, Kogut afirma que a novela foi uma criação do Cassiano Gabus Mendes, então diretor artístico da Tupi e escrita por Bráulio Pedroso. Ora bolas! Foi o texto irreverente e despretensioso do Bráulio Pedroso que fez o sucesso da novela. Tanto que ele conseguiu repetir o sucesso em outras novelas que escreveu como Super plá, O Cafona, O bofe, O rebu e O pulo do gato. Aliás, a novela O Cafona era praticamente um remake de Beto Rockfeller. Eu diria que O Cafona era Beto Rockfeller com produção global. Foi um grande sucesso de público, teve a melhor atuação de Marília Pêra em novelas vivendo Shirley Sexy, e teve também a melhor música de abertura de todas as novelas da Globo. Uma música dos irmãos Marcos e Paulo Sergio Valle, numa época em a Globo encomendava temas originais para suas novelas. Por que será que não fazem mais assim? As novelas dos anos 70 tinham trilhas sonoras incríveis, que mereciam estar na lista da Kogut.

Ainda sobre o fato da Kogut alegar que Cassiano Gabus Mendes foi o criador de Beto Rockfeller e  que Bráulio Pedroso apenas realizou o que o diretor artístico da emissora elaborou: então podemos dizer que Irmãos Coragem foi uma criação de Daniel Filho, já que ele era o diretor artístico da Globo e sugeriu a Janete fazer uma novela com elementos de bangue-bangue. Na época os filmes de faroeste rodados na Itália por cineastas como Sergio Leone e outros batiam recordes de bilheteria. E como o Daniel sempre foi louco por cinema, quis trazer aquele filão para a TV e deu a ideia para Janete. Será que isso faz de Daniel mais autor de Irmãos Coragem do que a Janete Clair, que foi quem escreveu?

E o programa Caso Especial? Como ela pôde esquecer de colocar entre os destaques o programa Caso Especial? Até hoje um dos programas mais incríveis realizados pela Globo. Adaptações de livros, filmes e peças de teatro, feitos com produções requintadas. Teve Jardel Filho e Marília Pêra (olha ela aí novamente) fazendo A megera domada, de Shakeasperare. Tarcísio Meira e Dina Sfat fazendo A pérola, de John Steinbeck. Renata Sorrah e José Wilker fazendo A cartomante, de Machado de Assis com direção de Regina Duarte. Que tal? Caso Especial não deveria jamais ter ficado de fora da lista da Kogut.

E o programa Elis Especial? (A próxima vez que a Kogut for escrever um livro sobre a TV ela tem que me mostrar antes depublicar para que eu possa fazer uma breve revisão...) O especial mensal de Elis Regina na Globo dos anos 70 foi uma das atrações mais geniais da história da nossa TV.  Como esquecer da grande Elis Regina cantando Black is beautiful vestida de palhaço?  

No capítulo dedicado a Ivani Ribeiro Kogut destaca a carreira da novelista na Globo. Poxa vida! Quando Ivani foi para a Globo ela já estava para se aposentar e só escreveu uma única novela original: Final feliz. As outras foram apenas remakes de novelas do passado. Sua fase áurea foi na Excelsior com novelas como A moça que veio de longe, Anjo Marcado, A deusa vencida e Almas de pedra. Depois ela fez uma carreira magnífica na Tupi escrevendo novelas inesquecíveis como As Bruxas, O meu pé de laranja lima, Nossa filha Gabriela e as versões originais de Mulheres de Areia e A viagem.

O novelista Geraldo Vietri também foi esquecido. Foi o responsável por novelas inesquecíveis como Antonio Maria, Nino, o italianinho e A fábrica. Novelas que escreveu e também dirigiu. Como ele conseguia escrever e dirigir uma novela ao mesmo tempo é um mistério a ser desvendado. Aliás, Vietri chegou mesmo a dirigir uma novela de Janete Calir, na TV Tupi, chamada Paixão Proibida, que tinha Sergio Cardoso no elenco. (Aliás, o Sergio Cardoso também passou batido no livro da Kogut).

De qualquer modo, ao se fazer uma lista, é impossível não colocar o gosto pessoal na hora de fazer escolhas. A TV brasileira tem muito mais do que 101 grandes momentos para serem lembrados, e certamente foi difícil para a autora fazer escolhas. Mas o livro é uma curtição e merece ser lido por todos que amam a TV que se faz no Brasil.




7.5.17









COMO NUM FILME DE SERGIO LEONE – O guitarrista Sergio Diab é um artista criativo e original. Um músico excepcional que tem domínio absoluto sobre o seu instrumento. Ele está lançando um novo CD, chamado “Siempre True, Siempre Blue”, todo dedicado à música instrumental. Um trabalho repleto de lindas canções. Os arranjos são de uma beleza inebriante. Os acordes tocam fundo desde a primeira audição. E a gente fica querendo ouvir aquele som para todo o sempre.

Sergio Diab concebeu seu disco como se fosse a trilha sonora de um filme imaginário. Um faroeste. Um filme de cowboy. Um bang-bang. E ao ouvir as músicas conseguimos visualizar a história. Um forasteiro chegando a uma cidade desconhecida cuja população vive sob a tirania de um vilão cruel. Depois de se envolver com Soledade, uma linda jovem que estava prestes a ser violentada pelo capataz do vilão, o forasteiro solitário percebe que só ele será capaz de livrar o povoado da tirania dos bandidos. Duelos, tiroteios, diálogos cortantes, cenas de tensão no saloon, beijos apaixonados, juras de amor eterno e um final surpreendente. A guitarra sorrateira e travessa de Sergio Diab nos transporta ao mundo fascinante dos antigos filmes de cowboy. É possível  até perceber a influência do maestro Ennio Morricone em alguns trechos da trilha sonora imaginária.

O disco abre com uma canção que tem o sugestivo nome de “Spaghetti”. É ela que nos introduz ao mundo dos saloons, do revolver na cintura, dos chapéus de vaqueiro, dos cavalos a galope e  das botas com espora. Em seguida vem músicas como “Forastero”, “Justiciero”, “Cabronita”, "Siempre true, siempre blue" e “El Gambazon”, entre outras. Todas executadas e produzidas com beleza, maestria e sensibilidade artística. Como se fossem seqüências cinematográficas dirigidas com requinte por cineastas como Sergio Leone, Jonh Ford ou Bernardo Bertolucci.  

Para quem não está ligando o nome a pessoa Sergio Diab, é o produtor e arranjador dos shows e discos do cantor Toni Platão. Os geniais e talentosos sempre se atraem. No meio musical ele também é conhecido como “Stratoman”, por conta da sua paixão pela guitarra Stratocaster. É um músico de prestígio entre seus pares. Tanto que as canções “Spaghetti” e “Forastero” foram produzidas pelo seu colega americano Richard Bennet, que toca com feras como Mark Knopfler e Neil Diamond.


“Siempre True, Siempre Blue” é um trabalho de grande valor artístico. Traz a música instrumental para um patamar de grande arte, num momento em que esse estilo musical parecia estar fora de moda. O CD de Sergio Diab injeta vida, frescor e paixão a música instrumental. E faz uma comovente declaração de amor a guitarra como instrumento musical. Um disco inspirador que vai tocar o coração de todos aqueles que curtem a boa música.    

29.4.17




















UM HEROI DO RENASCIMENTO - Dominique Fernandez é um escritor incrível. Ele inventou um estilo literário próprio chamado "psicobiografia". É uma biografia em que o autor investiga a vida do biografado a partir do seu trabalho artístico. Escreveu biografias de Pasolini, Caravaggio e Tchaikovski. Livros onde contesta versões oficiais da vida de seus biografados a partir de evidências encontradas nas obras artísticas dos mesmos. Na sua biografia de Tchaikovski, por exemplo, ele contesta a versão oficial de que o compositor morreu durante uma epidemia de cólera e alega que ele foi induzido ao suicídio pelas autoridades do governo russo, depois que descobriram que ele estava tendo um romance com um soldado do exército de 17 anos que era sobrinho do Czar. Que tal?

Agora Dominique Fernandez lança um novo livro, uma nova psicobiografia. Dessa vez o retratado é o pintor do renascimento Agnolo Bronzino, representante de um estilo artístico conhecido como maneirismo. Um sujeito de origem pobre, mas que logo caiu nas graças dos nobres de sua época, que gostavam de ser retratados por ele. Pintou o retrato de vários integrante da família Médicis. Em seu livro Fernandez desvenda a vida misteriosa de Bronzino, sua ascensão social e sua relação amorosa com seu sobrinho Alessandro Allori.  Ao mesmo tempo descreve com requinte e sofisticação o efervescente submundo da produção artística da Florença na época do renascimento.   

9.4.17

































SEMANA SANTA - É tempo de fé católica. Tempo de celebrar a Paixão de Cristo. Em Nova Jerusalém, Pernambuco, acontece essa semana a encenação da Paixão de Cristo, no maior teatro ao ar livre do mundo. Esse ano, quando a encenação completa 50 anos, o papel de Jesus Cristo coube ao ator Romulo Neto, filho do saudoso ator e campeão de natação Rõmulo Arantes, que morreu num acidente aéreo. O que se vê na edição de 2017 é um Jesus Cristo tatuado, que é ao mesmo tempo doce e intenso. Uma interpretação que vem causando elogios do público e boas resenhas da crítica. 







25.3.17



ELTON JOHN - 70 ANOS - Um dos maiores artistas do rock e da música pop, Elton John completa 70 anos nesse 25 de março de 2017. Seu primeiro álbum "Empty Sky" foi lançado em 1969 e tinha entre suas faixas "Skyline Pigeon", uma de suas mais belas composições. A partir daí ele conquistou o mundo com lindas canções, discos bem produzidos e concertos inesquecíveis.


19.3.17

                                       Ney Latorraca e XandeValois, no musical VAMP (Foto: Rodrigo Mesquita)







CALADA NOITE PRETA - Ao final da sessão de estreia do musical VAMP, o musical, um espectador cumprimentou o diretor Jorge Fernando pelo espetáculo e ele respondeu: "Daqui a um ano a peça vai estar perfeita". Exigente, o diretor que teve um AVC durante a montagem, certamente conseguiu perceber as falhas do espetáculo. Por exemplo: quem não assistiu a novela vai ter dificuldade em entender a história da peça. Falta clareza ao roteiro, no sentido de contar uma história com início, meio e fim. Não fica claro também a presença de alguns personagens dentro da história, como Mary Matoso, Miss Penn Taylor, Matosão e Matosinho. Outra coisa: algumas soluções cênicas, como troca de cenários, são mal resolvidas. Faltou criatividade e bom senso a produção do espetáculo. É claro que todas essas falhas podem (e devem) ser corrigidas ao longo da temporada. Por isso Jorge Fernando disse que daqui a um ano a peça vai estar perfeita. O roteiro e os diálogos podem contar a história com mais clareza. E os problemas cênicos podem ser resolvidos com criatividade e talento.

VAMP é um espetáculo cheio de qualidades. Dá a impressão que foi feito originalmente para o teatro, devido exatamente as possibilidades cênicas que o texto apresenta. É um excelente espetáculo para toda a família, com muito humor, irreverência e boa música. Desde as músicas originais da novela, como "Noite Preta", de Vange Leonel, "Sympathy for the devil" dos Rolling Stones e "Thriller", de Michael Jackson, até as músicas feitas originalmente para o espetáculo, todas funcionam muito bem. São excelentes os números musicais com banda ao vivo. E os bailarinos também dão um show à parte, executando com competência as criativas coreografias.  

No que diz respeito à parte musical, vale registrar o modo inteligente e bem sucedido como o espetáculo utiliza a música "Noite Preta", que foi o marcante tema de abertura da novela. A música é apresentada várias vezes, com arranjos diferentes e originais. Além disso há uma linda interpretação de Claudia Ohana. A forma como a música é utilizada serve como uma grande homenagem a saudosa cantora, compositora e líder feminista Vange Leonel, autora e intérprete da canção. Homenagem mais do que merecida, já que a canção coube perfeitamente na novela, assim como agora cabe com perfeição ao musical.

O elenco é uniforme e todos atuam para que Ney Latorraca e Claudia Ohana possam brilhar. Ney é puro carisma e presença de palco. Sua entrada na primeira cena já conquista e provoca o público. Durante um número de plateia ele arranca gargalhadas com sua irreverência e seus improvisos. Quando está descendo do palco, para morder o pescoço de alguém na plateia, ele para no meio da escada, encara o público e diz: "Isso aqui não é um fim de carreira. É um início!". Então é ovacionado pela audiência.

Durante a pré-produção do espetáculo outras atrizes chegaram a ser cogitadas para o papel de Natasha. Os produtores acreditavam que Natasha deveria ser interpretada por uma atriz jovem. Mas os fãs da novela bombardearam a produção com mensagens de protesto, alegando que nenhuma outra atriz poderia fazer o papel de Natasha. E os fãs estavam cobertos de razão. Vinte e cinco anos depois da novela, Claudia Ohana volta deslumbrante ao mais importante papel de sua carreira. Ela dá sangue novo a cantora que vende sua alma ao vampiro Vlad em troca do sucesso na música pop. La Ohana está estupenda como a personagem criada por Antônio Calmon, inspirado em Madonna. Foi ouvindo o álbum "The imaculate colletion" que Calmon deu vida a Natasha, personagem que fez história na TV e que agora, como toda boa vampira, se mostra eterna, renascendo com vigor, vinte e cinco anos depois, no palco de um musical.  


14.3.17





O PRAZER DA LEITURA - A escritora brasileira Vitória Moreira diverte e encanta seus leitores com o livro O herdeiro da Máfia. Uma trama novelesca e cheia de reviravoltas, ambientada nos cenários exóticos frequentados pelos ricos do jet set internacional. É como se a autora estivesse brincando de ser o saudoso Sidney Sheldon. Seu romance tem o sabor envolvente dos melhores livros do autor de O outro lado da meia noite. Conta a história da rica família Capplly e de como seu herdeiro, o menino mimado Brady, se transforma num homem perigoso, ao acreditar que a riqueza o coloca acima do bem e do mal. Paixões sem controle e ambições desenfreadas dão o tom da trajetória de Brady, que acaba se apaixonando pela psicóloga contratada por seus pais para cuidar de seus distúrbios psíquicos. Cenários luxuosos, figurinos elegantes e paisagens paradisíacas dão vigor aos personagens densos e atormentados do novelão bem estruturado criado por Vitória Moreira.   

21.2.17





















CARNAVAL NO ARPOADOR - Para agitar ainda mais o Carnaval carioca o fotógrafo Odir Almeida preparou uma série de fotos no estilo "Bal Masqué" no seu cenário favorito: o mar do Arpoador. Odir frequenta o Arpoador desde sempre, foi praticamente criado ali e tem especial carinho por cada pedaço daquele lugar: cada onda, cada pedra, cada grão de areia. É um artista da fotografia e cada um dos seus cliques é único, é pessoal, é diferente. Suas fotos sempre causam impacto, já que ele vê o mundo através de um ângulo inevitavelmente único e imprevisível.

16.2.17




Dentre os mais dignos predicados de um homem está o de saber dizer a verdade.